quinta-feira, 7 de abril de 2011

SORRIA!VC NÃO ESTÁ SENDO FILMADO....




Diante deste mundo, onde cada vez mais se valoriza o exterior, a aparência que é demonstrada, muitas pessoas assimilam isto de forma tão forte, que têm optado em viver como se estivessem constantemente desfilando em uma passarela para uma multidão, interpretando em um palco, vivendo uma personagem fictícia, observada a todo o momento.

Diante disso, não conseguem em momento algum, nem mesmo relaxar, serem naturais. E muito menos serem elas mesmas. Constantemente se comportam como se estivessem vivendo uma personagem. Habituam-se de tal maneira a interpretar que, muitas vezes fica difícil até para elas próprias saberem quem são! Aliás, será que em algum momento, diante de tanta preocupação em interpretar, elas ainda conseguem verdadeiramente se lembrar de um detalhe quase insignificante, que é saberem, por exemplo, do que gostam, ou ainda, quem são?

Será que são realmente alguém de verdade? Ou será que nunca tiveram tempo e nem interesse em se fazerem pessoas de verdade?

Andam pelas ruas, se relacionam umas com as outras, sem nenhuma naturalidade. Vivem constantemente tensas. Mas aparentemente produzidas. Levam a sério e a termo aquela frase comum em estabelecimentos comerciais: “Sorria! Você está sendo filmado!”. E muitas vezes mostram os dentes como se estivessem sorrindo, fazem expressão de felicidade, mas só expressão!

E usam roupas que na verdade nem sabem se gostam, mas sabem que vão aparentar serem chiques, elegantes, pois uma das personagens de sucesso da novela da moda usava uma parecida! Muitas vezes aperta, causa desconforto, mas e daí? E chegam no salão de beleza com um recorte daquelas revistas de pessoas “famosas” com a foto daquela atriz protagonista da novela de maior audiência, e pedem para cortar o dela igual. Se for de cor diferente, é só pintar! Se meus cabelos são encaracolados, mas a moda diz que o hit são cabelos lisos, ai, que heresia! Escova e chapinha neles!

Será que combina? O que interessa isso? Tanto faz! Tudo em nome da aparência, de causar boa impressão, de ficar parecida com uma “artista”.

Afinal, elas precisam constantemente sorrir, se produzir e desfilar, pois acreditam que sempre estão sendo filmadas! Elas se esforçam para interpretar bem um bom papel, mas não demonstram preocupação nenhuma em se conhecerem, em saberem quem na verdade elas são. Pra que? Não faz a menor diferença!

Sorria! Você não está sendo filmada! Relaxe! Aja naturalmente, a vida não é um concurso! E nem as ruas da cidade são uma passarela!

segunda-feira, 4 de abril de 2011


MELHOR!SERÁ?

Temos tanto medo de imprevistos! Sentimos às vezes uma enorme insegurança e terrível apreensão, diante de alguma situação desconhecida, que foge da nossa rotina, ao que já estamos habituados.

Muitos de nós, desafiamos este medo em algumas situações, por não encontrarmos outra saída. Em muitas, por opção mesmo.

Mas algumas pessoas vivem como se tivessem pavor de novidades. Pânico! E não mudam nunca! Em hipótese alguma. Se agarram tanto em qualquer situação ou modo de viver, que acreditam ser seguro. Fogem das surpresas, do desconhecido. Do novo! Se apegam de uma maneira até mesmo desesperada, em tudo que acreditam conhecer, em todas aquelas situações com as quais se dizem acostumadas, habituadas.

E vão levando a vida assim, dentro do que acreditam ser o mais seguro, o menos arriscado. Dentro do mundinho ao qual estão acostumadas. Algumas vezes, até sonham em aumentar um pouco os limites do mundinho que vivem, mas rapidinho tratam de despertar e voltar ao apego, ao medo, a apreensão. E fogem até mesmo do pensamento que tantas vezes as atormenta de desejar mudar tudo aquilo que as incomoda! Mesmo se sentindo sufocadas, na pequenez que vivem, nunca mudam nada.

E nem gostam de ver nada mudado. Se alguém que conhecem, faz alguma mudança na vida, provavelmente será criticado por elas, e de alguma forma, pressionado para voltar atrás, para continuar a ser e agir como antes!

Algumas não mudam nem mesmo a posição dos móveis dentro de casa! Gostam de ver tudo que as rodeia, sempre do mesmo jeito, estático, imutável. Mesmo que não esteja exatamente como gostariam que estivesse. Mas fazem de conta que se contentam, pois pelo menos, está tudo no mesmo lugar!! Sem chance de serem surpreendidas.

Não gostam de surpresa!!Nenhuma! Nem mesmo as agradáveis. Sentem-se perdidas, sem jeito, inseguras, diante das novidades. Acham melhor, sempre deixarem tudo como está! Exatamente como estão acostumadas a verem, a viverem.

Muitas, se recusam até mesmo mudar de opinião. Mesmo que diante de várias e incontestáveis provas de que estão erradas, equivocadas. Dizem que gostam de tudo arrumado, e entendem por arrumação, a ausência de surpresas, de mudanças. Talvez acreditem que assim fica mais fácil viver.

Só que, muitas vezes, o que nos parece mais fácil, nem sempre é o melhor para nossa vida. É mais fácil, por exemplo, se fixar num conceito antigo, do que se fazer um questionamento a respeito. Mas neste caso, corre-se um grande risco de se ter uma opinião adquirida numa fase da vida, pela qual já passamos. E nesta situação, muitas vezes, sentimos até uma certa estranheza. Mas fazemos de conta que não.

Melhor se esforçar, se desgastar, se aborrecer para acomodar a qualquer custo no incômodo que já sabemos como é, do que buscar o cômodo no novo!?

Melhor? Será?