quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Toma lá dá cá!

Para algumas pessoas, falar dos sentimentos representa um problema imenso. Se reprimem o tempo inteiro, e muitas vezes, negam ao outro o prazer de saberem que são amados, admirados, queridos. Para estas pessoas, falar o que sentem está condicionado a alguns fatores. Muitos deles, bastante ilógicos. A maioria de nós aprendeu bem cedo, que devemos reprimir sempre que possível, nossos sentimentos, nossos desejos. De acordo com este aprendizado, só devemos nos expressar, quando percebermos alguma possibilidade de retorno. Ou seja, dizer que ama alguém, até pode, mas só quando existe a possibilidade de recebermos retribuição. Falar do sentimento de admiração por alguém, só pode acontecer, se for para ganhar algo como troca! E muitas vezes, na maioria delas, transformamos nossos sentimentos em moeda (para dar de troco, ou para pagar), ou ainda em mercadoria (para adquirir algo que nos convém). Não fazemos nada de graça! Não expressamos sentimento algum simplesmente por expressar, por querer comunicar a alguém o que sentimos. Avaliamos sempre. Não dizemos para o outro que o admiramos, que gostamos da companhia dele, ou ainda que o amamos, se não houver da parte dele, qualquer demonstração de que ele irá nos corresponder. Retribuindo, nos recompensando. Pagando de alguma forma! E assim, nesta constante e sem lógica maneira de viver negociando, querendo receber o troco, ou o pagamento, aprendemos a sempre viver de acordo com a nossa conveniência. Aprendemos que temos que ser espertos, que sempre que possível, temos que agir pensando no nosso próprio interesse. Queremos sempre ganhar. Nos dar bem! Mas ao que parece, este nos dar bem, quase sempre vem acompanhado do fazer alguém se dar mal! Não elogiamos sinceramente, mas apenas bajulamos com algum interesse? Nosso afeto, só pode ser demonstrado, como depósito? Ou barganha? Mercadoria valorizada para ser negociada. Para levarmos alguma vantagem. Temos que receber algo em troca! Amar por amar, assim, de maneira simples e puramente como um sentimento que faz quem ama se sentir bem, não pode de maneira alguma acontecer. Porque amamos sempre, depositando no outro, a nossa expectativa de ser correspondido. De ganhar algo com este sentimento que designamos como amor. Olha, eu te dou esta valiosa mercadoria que é meu amor, mas em troca, você me dá algumas coisas que quero. Não interessa muito o seu querer. Para ter meu amor, é só pagar o preço que eu estipular. Se deseja o meu amor, podemos negociar! Afinal, dizem que tudo pode ser negociado, tem seu preço! E parece que as pessoas entendem que neste tudo entra tudo mesmo. Até os sentimentos! E eles são negociados algumas vezes de forma clara, mas na maioria delas, sutilmente. Quase imperceptível! Uma negociação velada, quase romântica mesmo! Para quem se deixou convencer que tudo realmente tem um preço, que tudo pode e deve entrar como mercadoria, expressar os sentimentos, realmente se tornou um grande problema. Mas felizmente ainda existem muitas pessoas que não aceitaram incorporar este aprendizado. Para elas, falar e expressar seus sentimentos, não é problema algum. Muito pelo contrário. É solução! Expressar o que sentem, se colocarem diante das situações, as fazem se sentirem bem. Dá tranqüilidade, bem estar. Facilmente falam o que sentem. E já se acostumaram também a não esperarem compreensão das outras pessoas. Não esperam retorno do que expressam. Falam e demonstram através dos atos o que sentem porque agindo assim, se sentem bem. Não adquiriram o hábito de viverem sempre e em qualquer circunstância, como se estivessem negociando, ou ainda, que precisam sempre ter uma resposta para tudo que demonstram. Um troco! Um pagamento! Que beleza, se cada vez mais, aumentasse bastante o número de pessoas assim!

sábado, 26 de setembro de 2009

Eu...


Gosto de ficar olhando o céu, as montanhas, o beija flor que vem sempre aqui no meu jardim, e que vejo da minha janela. Perco a noção do tempo quando ele está ali. Às vezes gosto de perder a noção do tempo, apreciando o belo!
Gosto de olhar as pessoas, as cidades. E as pessoas nas cidades. Sou fascinada por seres humanos, e por gatos, cães, pássaros, e vários outros bichanos.
Gosto de olhos. Os olhos sempre tiveram um que meio mágico para mim. Me atrai o quanto qualquer olho, de qualquer cor ou formato, expressa tanto o interior das pessoas.
Gosto de vozes. Algumas são inesquecíveis para mim. Já pensei muito sobre isso, tentando entender porque nunca esqueci algumas vozes que ouvi. Ainda não consegui descobrir. Mas não me preocupo com isso. Apenas continuo lembrando de algumas delas e gostando! Sou assim: não me cobro muita explicação para certos sentires. Sinto! E adoro sentir!
Gosto de sorrisos. Aliás, gosto muito de sorrisos! De risadas tímidas ou gargalhadas. Com volume bem alto, médio, ou nenhum.
Não sinto muita tranqüilidade diante de pessoas que se colocam como perfeitas. Fico preocupada com elas. Acredito que muitas vezes, os defeitos são tão importantes para qualquer um de nós, quanto as qualidades. São peculiaridades que nos fazem ser tão maravilhosamente únicos. Individuais!
Não gosto de me sentir triste, mas às vezes não escapo deste sentir. Mas nada que perdure por muito tempo. Tenho por hábito me sentir alegre. Adoro viver! Considero-me privilegiada por estar viva, daí não vejo muito fundamento em cultivar a tristeza! Sou assim! Minha felicidade não fica condicionada ao exterior.
Gosto de chorar às vezes. Assim, sem mais nem menos. Vem a vontade, e pronto! Eu choro! Fácil. Muito mais vezes, começo a sorrir sem mais nem menos também!
Gosto de escrever. Escrevo sobre a vida. Minha e das outras pessoas. Sobre o mundo. O real e o imaginário. Aliás, minha imaginação é tão extensa! Consigo criar estorinhas com quase tudo que vejo. Ou talvez seja com tudo mesmo! Basta chamar minha atenção. E quase toda situação que presencio desperta minha atenção! Costumo brincar que minha curiosidade é até patológica. De tão grande que é! Sou extremamente observadora. Escrevo tudo que me vem à cabeça. Cada coisa!!
Gosto da minha família, que são meus dois filhos. Sou de muita sorte! Abençoada mesmo! Os dois são seres humanos lindos, íntegros, éticos. Como eu sonho que todos os que habitam este planeta deveriam ser. Sinto saudades do meu pai, mas fico feliz por ele ter sido uma pessoa ética e honesta. E ter me ensinado a ser assim também.
Gosto da cor rosa. Da cor vermelha também! Assim como da azul, da verde, da alaranjada e da amarela. Pensando bem, eu gosto mesmo é de cores! Variadas!!
Quase nunca fico nervosa! Aprendi ao longo da vida, que pouca coisa compensa o mal que me faz ficar nervosa. Como gosto muito de me sentir bem, prefiro me manter serena, tranqüila!
Gosto de dias com sol. Mas aprecio a chuva. Acho uma delícia aquele cheirinho de terra molhada quando os pingos da chuva caem no jardim. E considero extremamente relaxante ouvir o barulhinho dela durante a noite. Às vezes também gosto de caminhar sobre a chuva. Aprendi a gostar desde quando eu era criança! Muitas outras coisas aprendi na minha infância, e trago comigo o mesmo prazer que tinha desde aquela época. É muito bom isso!
Gosto também do frio. Confesso que quando estou agasalhada, gosto bastante!
Gosto de música, de letras das músicas. Adoro cantar! Baixinho! Constantemente estou cantarolando. Quando cismo com uma música!! É uma loucura! Fico o dia inteiro a cantando. Algumas vezes, até mais que um dia.
Muito pouca coisa me incomoda. Respeito as pessoas com elas são. E gosto que me respeitem como eu sou. Mas sei que nem sempre é assim.
Bom, eu sou assim desse jeito e de mais um tanto de outros jeitos também!!!

terça-feira, 16 de junho de 2009

NADA É NADA!!



NADA É NADA!
Ser passivo, submisso. Aceitar conviver com absurdos e acatar ordens sem nem mesmo concordar com elas. Ou ainda, nem sabendo direito o que está obedecendo. A princípio, até mesmo fazer um esforço imenso, desgastante, para se convencer a não pensar a respeito, não se importar, não se indignar. Não perguntar! Permanecer ignorante a respeito. Para demonstrar que não está nem aí! Mas com o tempo, após tanto esforço, tanta repressão do sentir, tanta inibição da capacidade de raciocínio, consegue se convencer que não se importa mesmo, que aquela situação absurda e ilógica que você vivenciou, não lhe diz respeito. Que aquele fato injusto, não lhe causou nenhuma indignação! Que solucionar aquela dúvida sua, não importa. E a vida transcorre desta maneira. Você chega até mesmo a tentar se enganar, que está vivendo de verdade a própria vida. Constantemente repete baixinho para você mesmo, que tudo bem! Tudo bem que não teve o reconhecimento esperado pelo trabalho que se esforçou tanto para realizar. Tudo bem que não se sente respeitado pelas qualidades que tem. Tudo bem se aquela pessoa constantemente, através dos comportamentos que tem, lhe provoca tanto mal estar. Você insiste em continuar tendo contato com ela. Tudo bem, que inúmeras vezes se sente explorado por pessoas tão próximas! Você em nenhum momento faz nada para manter distância delas! Tudo bem mesmo!Tão bem, que apesar do imenso desconforto que constantemente sente, você não faz o mínimo esforço para mudar nada! Você precisa reforçar a idéia e a imagem que acredita ter, que é invulnerável. Inatingível! Que não se importa com nada disso mesmo! Já cogitou a idéia, que aquelas constantes e incômodas dores de cabeça que te maltratam tanto, podem ser resultados desta mania sua de sempre tentar se convencer que está tudo bem! Que nada consegue lhe atingir! Mas afasta rapidamente esta cogitação! Muitas vezes, ao deitar, não consegue dormir, já que os seus pensamentos insistem em incomodarem você. Aquela raiva reprimida durante o dia vem com tudo. Aquela frase que queria ter dito, fica martelando na sua cabeça! Mas tudo bem, acaba pegando no sono. Por exaustão ou por um daqueles santos remedinhos que te fazem apagar, ou ainda, aquela bebida milagrosa que te desliga de tudo! E assim vai levando a vida. Ou vai sendo levado por ela. E conduzido por alguém. Mas, tenho certeza que de vez em quando, ou de quando em vez, você chega a querer esboçar alguma reação, ou ainda, deixar transparecer sua indignação. Mas é só isso! De acordo com o que você acredita que seja a opinião da maioria, não compensa! Não adianta mesmo! Nadar contra a correnteza, requer muito esforço, dá uma cansaço danado. E você não quer se cansar! Nem ter trabalho! Diante disso, prefere soltar as rédeas da sua vida, e deixar se levar! E você até que acaba acreditando mesmo e se acostumando com esta falta de reagir, de se posicionar, de dar opiniões, fazer criticas, questionar, pedir explicações. Acostuma-se tanto que passa a ter comportamentos, com os quais nunca concordou. De tanto não estar nem aí, você acaba não existindo mesmo. E nem sendo importante, ou fazendo parte de nada. Você, após tanta insistência, tanta negação dos seus quereres, da sua falta de usar a própria capacidade de raciocínio, sumiu! Depois de tantos longos anos se anulando, corre um risco muito grande de realmente vencer. De conseguir! Você talvez até consiga mesmo passar a ser nada! Nada é assim: nada não existe! Nada não faz falta, não incomoda, não é visto, não ocupa espaço. Nada! Nada é nada!

domingo, 24 de maio de 2009

CRIANÇA AIR BAG!

CRIANÇA AIR BAG!
Alguns comportamentos que presencio pelas ruas, sempre me surpreendem. Apesar de serem bastante constantes, não consigo enxergá-los como comuns. Não consigo lidar com eles, como habituais. Não consigo deixá-los na gaveta dos meus pensamentos, de indiferentes para mim. Me deixam com uma sensação de não entendimento. Cada vez que vejo, fico um tempo me perguntando, mas como é que pode? Como alguém faz isso assim, tão naturalmente? São comportamentos que sinceramente, raciocinando dentro da lógica e da sensatez, não consigo encontrar explicação. Não consigo concordar que exista uma explicação lógica para eles, nem que as pessoas façam imaginando as possíveis conseqüências.
Ou ainda, as ignorando!
Quando vejo, por exemplo, adultos com crianças pequenas no colo, assentados no banco da frente de um carro. Imediatamente dá um nó terrível na minha cabeça. Indiferente de ser uma conduta completamente ilegal, dentro das leis de trânsito. Nem levo em consideração por este lado, pois sei que, infelizmente, muitas pessoas desconsideram e negligenciam as leis. Fazem de tudo, e um pouco mais, para burlá-las.
Já vi, por exemplo, pessoas fazendo de conta que usam o cinto de segurança, apenas para enganar o guarda de trânsito! Passam pelo corpo, mas não travam! Como se o uso correto fosse para proteger o guarda, ou ainda, como se fosse problema do guarda a segurança do condutor ou dos passageiros. Mas nesta situação, caso ocorra algum acidente, as conseqüências da falta do uso correto do cinto, serão de quem não o travou. Problema dele, que optou por agir de forma ignorante, desprovida de inteligência. Um adulto, com toda capacidade de escolher correr o risco.
Mas quando envolve crianças, a situação é grave e muito mais séria. Alguém, no caso, um adulto, escolhe por ela.
A questão da criança no colo, (no banco da frente, pior ainda) chego a classificar como covardia, como motivo de falta de respeito à vida desta criança, como imensa falta de responsabilidade com a vida de alguém indefeso. Penso até, que deveria ser enquadrado em algum artigo penal que trate da proteção das crianças. Adultos que deveriam proteger as crianças, a colocam em risco.
Será que não percebem o risco enorme em que estão colocando esta criança? Em caso de colisão, ou ainda de uma freada brusca, a criança será usada como air bag. Ou seja, o corpo dela irá proteger o corpo do adulto no qual está assentada no colo! O pequeno corpo da criança amenizará o impacto da batida no adulto que a está levando no colo. Será que estes adultos não percebem o tamanho da irresponsabilidade que cometem, numa situação dessa? Usar uma criança como air bag? Colocam em risco a vida de uma criança. Por que é isso que fazem nessa situação.
E aqueles pais que dirigem com o filho pequeno no colo? Ou pior ainda, pessoas que conduzem crianças na moto. Alguns casais transportam bebês de poucos meses de vida, em motos. Será que ignoram o risco, ou nem se preocupam com isso? Em caso de queda de uma moto, o choque será diretamente no corpo dos passageiros. A moto é um veículo que não tem pára choque, não tem carroceria. Num acidente, por menor que seja, os passageiros irão ao chão. Os adultos provavelmente terão a cabeça protegida, pelo uso do capacete. E os bebês? Será que a manta que os cobre será suficiente para protegê-los do impacto da queda? Ou ainda, a toquinha que usam, amenizará o impacto com o chão?
Não posso de maneira alguma acreditar que as pessoas fazem isso de maneira consciente. Estes comportamentos, na verdade, vão de encontro à conclusão que já cheguei há um tempo: muitas pessoas, várias vezes, agem por agir. Sem nem mesmo terem a percepção clara e racional do que estão fazendo. Sem conseguirem perceber a gravidade da maneira que se comportam. Simplesmente fazem! Por comodismo, por hábito, por conveniência. Por acreditarem de forma distraída que é simples. Que não tem problema nenhum. Já estão acostumadas, fizeram mil vezes, e nunca deu problema algum.
Mas e se quando chegar a vez mil e uma, der algum problema? Vale a vida da criança? Vale sair ileso de um acidente, com a criança inerte no colo?

Você que tem este hábito, pense nisso!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

DEFENSORA DO PLANETA!!


Aquela roupa que você achava horrível, você passa a usar. Não porque mudou de idéia a respeito dela, mas sim, porque os sites de moda a colocaram como in. Está na moda, então, quem sou eu para questionar, dar minha opinião desfavorável? Vou usar! Me sinto até mesmo esquisita com aquela calça que comprei recentemente. Mas aquele modelo está nas vitrines de todas as lojas! As celebridades daquela revista de famosos estão vestindo modelos iguais. Na novela das oito daquela emissora super assistida, tem uma personagem que só usa este modelo. Tudo bem que o corpo dela é bem diferente do meu. Tudo bem que eu me sinto completamente desconfortável com esta calça. Tenho barriga, pneuzinhos do lado da cintura. A calça insiste em não parar, toda hora tenho que ficar puxando para cima. Ai que sacrifício! Mas estou na moda! Uso blusas super apertadas! Tenho por hábito, comprar sempre um número abaixo do meu. Fica mais colante. Tenho vergonha da minha barriga que está um pouco grandinha. Não quero que ela apareça, mas não posso deixar de usar estas blusinhas sequinhas que estão na moda! Nossa, que sinuca que eu vivo! Sempre odiei algumas cores, mas li que elas também estão na moda. Eu que não me atrevo a não usá-las! Jennifer vive assim. A moda agora é ser eco consciente! E é claro que a Jennifer aderiu. Ela é preocupadíssima com os assuntos da atualidade! Bom, atualidades da moda! Segue abaixo o relato que ela fez para uma amiga sobre esse seu novo estilo de vida!
Querida flor Rosa!
- Como você sabe, sou ligada nas tendências, no último do último de tudo da moda! Faço questão de seguir tudo que é fashion. Recentemente li que as pessoas do mundo fashion aderiram ao movimento ecológico. Não pensei duas vezes! Nunquinha que eu ia ficar de fora! Resolvi que sou defensora do planeta. É a última moda! Agora, eu estou comprometida com a causa da sustentabilidade do planeta. Chiquerésimo!! Já adotei algumas posturas eco-conscientes (nossa, as palavras deste movimento são hiper chiques), mas confesso que apenas o que considero prático e conveniente. Você, como minha melhor amiga, sabe que não abro mão de alguns hábitos que tenho. Mas o que importa é que passo a aparência que estou realmente engajada neste movimento fashion. O que faço dentro da minha casa, não precisa de ninguém ficar sabendo! Conto só para você, porque sei que pensa igualzinho a mim! Li outro dia, que tenho que ser verde para salvar o meio ambiente! Deu um nó danado na minha cabeça! Como será que faço para ser verde? Ainda não vi nada em revista alguma de moda, anunciando produtos que esverdeiam a gente! Se você ficar sabendo de algo, rapidinho me fale, tá? Mas, para não ficar completamente de fora, já comprei várias peças de roupas verdes. Acessórios também! E mudei a marca do spray que uso no meu quarto à noite, para ficar bem cheirosinho! Agora só compro da lata verde! É uma beleza, borrifar um pouquinho no ar condicionado (que fica ligado a noite inteira) assim que vou me deitar. O quarto fica numa temperatura super agradável, e cheiroso. Só consigo dormir assim, e com a televisão ligada! Li que banho demorado é considerado out para nós, defensoras do planeta. Mas quem vai saber o tempo que eu gasto no banho? Dá para enganar! Claro que meu banho não vai influenciar em nada! São pequenos deslizes, mas ninguém é de ferro! Mas não jogo gordura na pia. Juro que não! Isso eu não faço mesmo! Na verdade, nem sei onde a empregada lá de casa joga a gordura. Bom, este não é um problema meu! A questão do lixo também não me interessa! Só entro na cozinha, para pegar alguma comida congelada e colocar no microondas. Ah e não como carne vermelha, a não ser camarão. Detesto carne mal passada! Só como bem tostadinha! Agora, as minhas roupas velhas, dou todas para os outros. Juro que dou! Todas as que saem de moda! Sou louca de guardar? De usar alguma peça da coleção passada? Eu não!! Estou de olho, para ver se aparece alguma festa de protesto contra a destruição do planeta! Claro que vou! Primeiro, porque adoro festas, principalmente aquelas baladas agitadas! De protesto então, melhor ainda! Estas bombam mesmo! Até já comprei uma camiseta linda de uma ONG (chiquérrima esta palavra) com umas tartarugas. Vou usá-la nesta festa, quando acontecer. É que, como você sabe, sempre gosto de me vestir a caráter! Agora, estou louca para comprar uma eco-bag. Uma, é maneira de dizer, pois sou adepta de ter sempre variedades de todas as peças que compro. Nossa! Meu guarda roupa é uma loucura! Mas só de roupas das últimas coleções! No circuito fashion, várias fashionistas usavam suas eco-bags. De marca, claro! Eco-bag chique! Estou louca querendo uma!! Se é chique, claro que quero! Você me conhece, sabe que não resisto mesmo! Claro que uma pessoa elegante como eu, abraça essa idéia, ainda mais podendo sair por ai toda charmosa e super atual! Pensei em comprar uma bem grande, de pele. De algum destes animais raros que ainda existem por aí, para ter uma peça exclusiva! Mais natural impossível! Se quiser, quando achar te falo, assim você também compra uma. Imagine a cara de inveja das nossas amigas? São tantos estilistas que estão lançando seus modelos. Assim como eu, eles também estão engajados na defesa do meio ambiente. O que acho mais interessante e fascinante em ser defensora do planeta é justamente isso: dá para juntar duas coisas em uma só: ando por aí passando a aparência de engajada, e ao mesmo tempo tenho a oportunidade de desfilar com um produto exclusivo de marca! Não tem porque não aderir a este movimento! É uma delícia, e super divertido! Espero que você também se engaje! Assim, podemos ir juntas em todas as manifestações que acontecerem. Uau! Já pensou?
Beijos ecológicos querida!
Jennifer!

segunda-feira, 30 de março de 2009

CONTO DE FADAS!!



Tudo bem que sua vida não é exatamente como você sonhou quando criança! Você tinha tantos ideais! Se imaginava vivendo tantas experiências fantásticas, realizando tanto! Tudo bem que você até que tentou, se esforçou muito! Inúmeras vezes, foi até além do que se considerava capaz, ultrapassou limites, superou obstáculos, que você chegou a acreditar que não conseguiria. Já passou por cada fase (tem fases na vida de todos nós, que... nem sei)! Algumas até chegou a pensar que não conseguiria seguir em frente! E seguiu! Mas não deu para fazer tudo exatamente como você planejou. Inúmeras vezes, por motivos variados, apesar de você ter tentado muito, batalhado muito, as situações não tiveram o desfecho idealizado e sonhado por você! E olha que ao longo da sua vida, muitas vezes, mas muitas mesmo, você abriu mão de realmente viver, para cumprir alguma obrigação, porque você queria ser um vencedor, e não se preocupava em abrir mão da possibilidade de vida, em função do objetivo que você fixou para alcançar! Tantas vezes negligenciou o presente, o momento atual, para garantir o futuro! E tanto tempo depois, com sua infância já bem distante, você se vê assim, frustrado, algumas vezes angustiado, com um sentimento incômodo de fracasso. E olha que você teve ao longo da vida, várias conquistas. Tem consciência disso!? Realizou muito, mas sempre tem o sentimento que poderia ter realizado mais... Tem mania de se culpar por não ter conseguido tudo que queria. Em alguns momentos, consegue até mesmo se esquecer do quanto conseguiu, de quantas situações prazerosas e felizes viveu. E nestes momentos, se sente fracassado, profundamente infeliz!? Fica às vezes com um sentimento de fracasso tão grande, por se prender ao que não realizou, aos sonhos que ficaram apenas no desejo. Mas quem disse que não realizar todos os sonhos é motivo para viver amargurado? Quem inventou esta estória de vida perfeita, de existência às mil maravilhas sempre? Quem inventou esta falsa idéia que felicidade é viver exatamente da maneira que se planejou um dia? Que para se sentir realizado, você tem sempre que ter sucesso? Que você não pode falhar nunca? Em circunstância nenhuma? Que sua vida tem que ser exatamente com um conto de fadas, daqueles que ouvimos quando crianças, onde tudo é lindo e maravilhoso. Onde, até existem algumas bruxas, mas que elas sempre são castigadas! E vencidas! Onde os mocinhos sempre são heróis, lindos, perfeitos, corajosos! E as mocinhas, igualmente lindas e perfeitas, sempre são salvas por eles!! E os dois, após vencerem a maldade da bruxa (o único obstáculo que aparece na vida deles), são felizes para sempre, num castelo maravilhoso. Tudo absolutamente perfeito! Estória linda, mas hoje, depois de adultos, sabemos que é tão longe da realidade! Aposto que quem inventou este ideal de vida, é uma destas pessoas teóricas, que sabem muito bem como falar a respeito de algum assunto, que sempre conseguem ter opinião de tudo, e trazem na ponta da língua soluções teóricas fantásticas, para todos os problemas do mundo!! Mas, na maioria das vezes, vivem uma vida até mesmo bem próxima da mediocridade. Talvez muitas delas procuram compensar as próprias insatisfações e frustrações, teorizando a respeito de como seria o ideal. E geralmente, teorizam tanto, que já se dão por satisfeitas. Em fazerem teorias. Pode ser, que até mesmo se sentem satisfeitas, em ver a confusão que conseguem criar na vida de tantas pessoas que lhes dão créditos, e que sofrem por não conseguirem alcançar esta vida maravilhosa e perfeita, tão bem descrita na teoria! Você talvez, não conseguiu mesmo realizar e alcançar tudo que sonhou! Mas será que tem que sentir mesmo tanta frustração por isso? Será que a teoria sobre vida perfeita precisa ser seguida tanto assim? Será que, iludido pelo que foi idealizado por você, quando criança, quando ainda acreditava nos contos de fadas, você não tem menosprezado a realidade que tantas vezes tem sido realmente satisfatória? Perdeu algumas oportunidades, se agarrou em tantas outras. Não conseguiu aqui, mas conquistou lá. E ainda continua vivo. Para continuar tentando. Se frustrando e realizando! Perdendo algumas! Ganhando tantas outras! Chorando às vezes. Rindo bastante!! Ainda bem!

sábado, 21 de março de 2009

DIA MUNDIAL DA ÁGUA.


No dia 22 de março, comemora-se o Dia Mundial da Água. Espera-se que neste dia, todos pensem a respeito, de como tem sido usado este bem tão precioso e tão necessário para a continuidade da vida neste planeta. Dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido, mas apenas cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável, ou seja, própria para o consumo. Nós, ao que parece, não estamos cuidando como deveríamos deste bem natural. Grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) está sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Algumas pessoas insistem em continuarem, por exemplo, jogando lixo nos rios e lagos. Assistem televisão, são informados o que este comportamento acarreta. Mas agem como se não soubessem, ou talvez por pensarem que se realmente acabar a água, vai demorar muito tempo ainda, e provavelmente, já não estarão por aqui. Então, não é problema delas. É o tão habitual e nocivo pensamento, que infelizmente cada vez mais predomina nos habitantes deste planeta. É o egoísmo tão em moda, que dá razão para tantos comportamentos insensatos e irracionais nos dias atuais. Se continuarmos tratando com desleixo, usando de forma irracional, num futuro próximo, poderá faltar água para o consumo de grande parte da população mundial. Sabemos disso, mas continuamos agindo como se não fosse da nossa conta. A água é imprescindível para a vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não existe vida. Ela é insubstituível na agricultura. Sem ela, os vegetais morrem. O gado não resiste sem água. Ela é fundamental para nosso organismo. Temos sede, precisamos de água potável! Usá-la de forma consciente, ter cuidado com este bem tão precioso é uma necessidade vital. Mas, continuamos fazendo de conta que ignoramos isso, ou talvez, agimos com desleixo, por mera conveniência. Temos vários hábitos de consumo que acarretam desperdícios monumentais. O conserto de uma torneira pingando, é tão simples. Mas tantas vezes, por preguiça, não tomamos providência alguma. E o prejuízo com este desleixo, é imenso! Quem lava a calçada da casa uma vez por semana, por quinze minutos, joga fora trinta e seis litros de água limpa. E a maioria destas pessoas, não gasta apenas quinze minutos neste comportamento insensato. É comum, aproveitarem este momento de não sei que nome dar para tanta insensatez, para colocarem o papo em dia com a vizinha, observarem o movimento da rua, pensarem na vida... E a torneira aberta, a água jorrando livremente pela mangueira, e o planeta sendo prejudicado. Por ignorância. Por total irresponsabilidade. Inconseqüência! Não consigo encontrar a lógica de se insistir em lavar a calçada. E menos ainda, quando vejo alguém fazendo isso em dia de chuva!! Com a vassoura hidráulica!!Ser humano consegue tantas vezes, demonstrar tanta irracionalidade!É de fundamental importância, usarmos a nossa capacidade de raciocínio, para que, através de atos responsáveis e conscientes possamos assumir o papel que cada um de nós desempenha no bom funcionamento deste planeta que habitamos. Pequenas mudanças, se forem feitas por muitos de nós, podem desencadear grandes resultados. Temos hábitos de desperdício criados por nós, portanto, assim como os criamos, podemos também extingui-los. Temos que cuidar do nosso planeta, se não for por ele, pelo menos que seja por nós, pela viabilidade da nossa existência. Pelos nossos filhos, netos. Pela geração futura, que também merece desfrutar dos benefícios que desfrutamos neste nosso maravilhoso planeta. Sem água, a possibilidade de vida desaparece da terra. Esta água que inúmeras vezes usamos com tanta irresponsabilidade e inconseqüência como se ignorássemos a realidade de que ela não jorra de uma fonte inesgotável.Não condiz com a nossa condição de seres racionais, insistirmos em mantermos estes inconseqüentes e irracionais atos de desperdício.

sábado, 7 de março de 2009

O SER FEMININO...



Infelizmente hoje em dia, muitas mulheres têm optado em reprimir características genuinamente femininas, assumindo assim comportamentos que até então eram característicos do ser masculino. O mais curioso,é o fato de que assumem justamente aqueles comportamentos que declaram como provenientes dos homens e que eram considerados por elas, até então, condenáveis e incômodos . Costumo ironicamente dizer, que atualmente, o ser feminino se divide em duas classes: existem as MULHERES e as “muiés”. Mulheres são todas aquelas que conduzem a vida de maneira ética e sensata. Que prezam ser respeitadas como seres humanos pensantes em todas as situações de suas vidas. Para elas, a maternidade é uma escolha sensata e responsável. Quando compartilham a vida com um parceiro, são companheiras na totalidade desta palavra: dividem despesas e responsabilidades, e somam forças para o crescimento de cada um. Basicamente, possuem e usam a capacidade do seu intelecto. “MUIÉS” são todas aquelas que reúnem uma série de características opostas, e pacificamente aceitam serem desqualificadas, chegando mesmo a serem colaboradoras efetivas e ativas nestas desqualificações. Comportamentos característicos de “muiés”: Assumem condutas vulgares e palavreado grosseiro, em total discordância com a suavidade e harmonia características do ser feminino. Priorizam o culto ao corpo, a aparência exterior e suprimem a inteligência e a magnitude interior da verdadeira mulher.
Aceitam e até mesmo optam em ser objeto, negando assim a capacidade de posicionamento inteligente e de luta, que é tão forte no ser feminino.
Confundem sensualidade com vulgaridade sexual. Defendem a ridícula idéia de que, “trair o parceiro” é fazer valer a igualdade de direitos. Aliás, esta questão de “igualdade” de direitos para elas é firmemente defendida, mas sempre nivelando incrivelmente por baixo! Igualdade de direitos para elas significa na grande maioria das vezes, assumirem posturas e terem condutas que fazem parte das características negativas, que acreditam serem tipicamente masculinas, como por exemplo, vulgaridade, grosseria e falsidade.
Até que elas raciocinam: conseguem “modernizar” alguns “truques” que usam: antigamente, usavam a maternidade muitas vezes para conseguirem casamentos lucrativos, e assim garantirem o sustento para o resto de suas vidas. Hoje em dia, com o advento do teste de DNA, se viram livres da “obrigação” de assumirem compromissos: usam a capacidade de gerar uma vida, para “se darem bem” e garantirem, através da pensão alimentícia para o filho, uma pensão mensal vitalícia, para elas mesmas.
“Cantadas” vulgares, são interpretadas por elas, como elogios e provas de que estão agradando.
ADORAM estas “músicas” da moda que desqualificam de maneira grotesca as mulheres, demonstrando assim, total aceitação e conivência com a imensa falta de respeito contida em suas letras. Isto fica bem claro, por exemplo, quando dançam de maneira sorridente, demonstrando total concordância, em serem chamadas de cachorras, potrancas, “popozudas” e tantos outros termos desqualificativos direcionados as mulheres.
Obedecem de maneira alegre ao comando de “cantores”, repetindo coreografias vulgares, assumindo posições até mesmo obscenas, de uma maneira incrivelmente natural e prazerosa.
Enfim, apesar de fisicamente parecerem ser do sexo feminino, se for feita uma análise detalhada no cérebro delas, com certeza se encontrará diferenças em relação ao cérebro das autenticas representantes do sexo feminino.

sexta-feira, 6 de março de 2009

QUEM PODE MANDA!QUEM TEM JUÍZO OBEDECE?!!!!



“Quem pode manda, e quem tem juízo obedece!” ?Esta é uma fala antiga, ultrapassada e bastante comprometedora para quem a usa. Mas já foi muito usada numa época negra da história da humanidade, quando as pessoas pensantes e inteligentes eram reprimidas e impedidas de se expressarem, de agirem livremente.Quem ousasse, quem pensasse e se atrevesse a se manifestar, a questionar, a opinar e dar sugestões, corria um risco imenso de ser punida, de ser castigada. Naquela época, não se tinha o direito da liberdade da escolha e devido a isso, as injustiças eram constantes e prevaleciam.As piores atrocidades eram praticadas por aqueles que “podiam”, pois agiam de forma autoritária e não aceitavam questionamentos. Não ouviam opiniões, não acatavam sugestões. Mandavam e exigiam obediência passiva e submissa.Não existiam verdadeiros líderes!Os que tinham “juízo” se dividiam entre aqueles que realmente não conseguiam enxergar outra opção, e aqueles que se aproveitavam para serem omissos e conseguiam algum ganho com isso.Mas ainda hoje, mesmo vivendo em mundo livre onde podemos expressar nossas opiniões, debater idéias, fazer questionamentos, existem pessoas que afirmam categoricamente isso. E aceitam passivamente esta afirmação! Por conveniência, por covardia, para não perderem regalias que acreditam ter. E se omitem em colaborar, em acrescentar. Se acovardam e passivamente obedecem (na maioria das vezes fazem de conta que obedecem. Na aparência, pois na verdade apenas fingem!)Quem realmente se compromete com o que se propõe a fazer, a todo o momento procura acrescentar e melhorar o que faz. Sempre tem sugestões para realizar melhor. Pensa a respeito. Consegue ter idéias, encontrara soluções,ou caminhos mais eficientes.Quem verdadeiramente quer fazer o melhor, costuma ser inquieto, até mesmo irreverente e polêmico, pois nunca assume um posicionamento de subserviência, muito ao contrário, faz questionamentos, sugere mudanças, busca o aprimoramento. E contribui com idéias novas, muitas delas excelentes e realmente enriquecedoras.Quem “pode” mas não tem preparo e é inseguro, ainda hoje cultiva a idéia do autoritarismo. Por outro lado, quem “pode” e ocupa por merecimento cargos de chefias, e é um verdadeiro líder, com toda certeza discorda.O verdadeiro líder, aquele que conquista um cargo de chefia como prêmio por méritos e trabalho, não é inseguro, não se posiciona como tirano, não age autoritariamente. Não espera submissão, muito pelo contrário, ele aceita e quer colaboração. Ele não sente necessidade de submissão. Ele não quer servos, subalternos. Ele quer e valoriza colaboradores. Ele não ordena, não impõe. Ele levanta questões, abre espaço para debates, aceita sugestões. Valoriza os questionamentos, pois o verdadeiro líder não se considera onipotente, inquestionável e sabe que pode errar. Sabe também que assim como ele, existem muitas outras pessoas com excelentes idéias. E as valoriza, já que seu objetivo maior é sempre fazer o melhor e procurar acertar.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

INVEJA!


Sentimento comum nas pessoas, que muitas vezes, quando mal direcionado se torna prejudicial, tanto para quem sente, quanto para quem desperta.Existe a inveja que resulta da admiração admitida. A pessoa admira e inveja a outra, e a respeita. Aceita reconhecer os méritos que admira. Não se deixa corroer ´por este sentimento. Sempre busca melhorar a maneira de viver. Sabe que tem capacidades, que não precisa destruir ninguém para se sentir feliz, ou vitorioso. Existe aquela que pode se tornar uma obsessão, e ser extremamente nociva. A inveja que desperta raiva, que desencadeia sentimentos e comportamentos destrutivos, que pode se tornar uma doença na vida de quem nutre este sentimento.É um sentimento comum em pessoas que não se sentem satisfeitas com elas próprias, que, na maioria das vezes são fracas, covardes e mesquinhas. Nestes casos, o invejoso não se permite admitir a admiração que sente, não aceita reconhecer os méritos do outro. Ele prefere condenar alguém, simplesmente por não conseguir ser como a pessoa invejada. Ele admira, mas não se permite aceitar a admiração, tem inveja e sente raiva da pessoa invejada. Tem vontade de destruí-la. Só porque não consegue ser como ela, ou não consegue ter acesso ao que ela tem.A inveja é despertada todas as vezes que alguém se sobressai na vida. A pessoa feliz desperta inveja em muitos daqueles que se sentem infelizes, e se colocam como incapazes para encontrarem a felicidade.Quem vive um relacionamento saudável, onde a todo momento transparecem o respeito e o amor que os parceiros demonstram ter um pelo outro, costuma ser alvo da inveja de pessoas que se sentem insatisfeitas no relacionamento que vivem. E não se sentem merecedoras de serem amadas de verdade(talvez, por não se amarem!).
Dizem que as pessoas para serem consideradas bonitas, precisam ter obrigatoriamente um corpo magro. Quem se prende ao que é determinado pela mídia, e não consegue manter o corpo que consideram ser o ideal para cumprir a moda, quando estão diante de alguém magro, costumam sentir profundo incômodo, e inveja! A magreza do outro, é vista como afronta e defeito! Parece ilógico que o tipo físico de alguém possa ser alvo da inveja. Mas acontece! A dificuldade de se aceitar e se valorizar, muitas vezes, ocasiona isso!
Quem consegue ser vencedor na profissão que escolheu, muitas vezes tem que aprender a conviver com comentários e atitudes maldosas, desencadeadas justamente pela inveja que desperta, principalmente naqueles que se sentem profissionalmente frustrados. Se acomodam! E se acovardam numa vida profissional insatisfatória.No mundo de hoje, onde se valoriza tanto a condição financeira e o poder aquisitivo, quem se sobressai nestes aspectos, quase sempre passa a ser o assunto predileto nas conversas dos invejosos. Principalmente daqueles que supervalorizam o ter, e se sentem inferiores por terem menos.Ser inteligente desperta inveja! Ninguém sente inveja de fracassados, ou de infelizes, ou de pessoas frustradas. A inveja sempre aparece justamente quando alguém tem o que o outro quer, ou alguém é, quem o outro gostaria de ser. Características almejadas e não alcançadas desencadeiam muitas vezes, inveja altamente nociva. Que se agrava mais ainda em pessoas que não se valorizam, que não se respeitam, que não se amam. Que aceitam submissamente, na maioria das vezes por pura acomodação, uma situação de vida bem diferente da que desejam ter!

domingo, 18 de janeiro de 2009


SOBREVIVER!!
E tudo se transforma num faz de conta. Vivemos, andamos, nos relacionamos, fazendo de conta. E cada vez aperfeiçoamos mais esta nossa capacidade de interpretar, de despistar, de fazer de conta. Fazemos de conta que nem ligamos para as injustiças as quais presenciamos a todo momento. Fazemos de conta, que não é da nossa conta, os absurdos que acontecem, ali, ou até mesmo aqui, bem pertinho de nós, bem do nosso lado, na nossa frente e bem ao alcance dos nossos olhos. Não ouvimos, não sabemos, não vemos. Não nos interessa! Não tomamos conhecimento. Nos anestesiamos, fechamos a boca, tampamos os ouvidos. E vamos, aos poucos, ou dependendo das circunstâncias, aos muitos, de forma bastante acelerada e assustadora, nos transformando em algo que fica até difícil definir, tamanha estranheza, falta de lógica e ausência de verdade, de autenticidade. Andamos por aí, fazendo de conta. Que está tudo bem, ou melhor ainda, para ser mais condizente com o que aparentemente acontece, está tudo muito bem. Aprendemos (?) que quanto mais indiferentes mais fortes somos. Fazer de conta é sensacional, é característica imprescindível para demonstrarmos superioridade!? Quanto mais não estamos nem aí, menos somos atingidos, mais chance temos de sobreviver! Que não tem nada demais, por exemplo, ludibriar alguém com falsas promessas. Que dar esperanças a alguém, é simplesmente mais uma parte deste script que nos habituamos a seguir. Mentir está simples, e em alguns momentos, tenho a triste impressão que se tornou habitual. Parte integrante da personalidade dos habitantes deste planeta! Viver por aí, sem dar muita importância ao que antes nos era extremamente caro e imprescindível, como por exemplo, ser cordial, gentil. Respeitar as pessoas, fazer a parte que cabe a cada um de nós para uma vida social harmoniosa, tranqüila. E sorrimos, mesmo quando temos motivos de sobra para chorarmos muito. E balançamos a cabeça afirmativamente, diante de situações com as quais, no fundo do que ainda restou da nossa essência de seres humanos, discordamos veemente! Aliás, estamos tão negligentes com a nossa consciência e com o nosso senso ético, que acredito que dentro em breve, eles serão extintos. Por falta de uso! Por não serem mais considerados importantes e muito menos úteis! Afinal, precisamos sobreviver! É a única possibilidade que resta, a todos aqueles que desistem de viver. Que insistem em simplesmente correrem em busca da sobrevivência. Quando não se vive, quando se abre a mão desta oportunidade linda, fantástica, de realmente se viver, resta apenas, e desesperadamente, se buscar pelo menos, sobreviver! E cada vez mais, um número maior de pessoas abre mão da vida. Pelos motivos mais variados, usando as justificativas mais elaboradas e até mesmo aparentemente convincentes, se desiste de viver. Precisamos urgentemente sobreviver. A qualquer custo! De qualquer maneira! Por que o mundo nos força a isso!? A desconsiderar importantes valores, a esquecer valiosos aprendizados, a abrir mão de sentimentos maravilhosos que todos trazemos dentro de nós. Para correr em busca da sobrevivência, negligenciamos de forma aparentemente tão habitual, esta vontade imensa de viver de verdade que temos. E cada dia ficamos mais distantes de tudo aquilo que realmente nos proporciona felicidade verdadeira, satisfação genuína. Afinal, fazer de conta que se está feliz, não é sentir felicidade. Se enganar que está tudo muito bem, não corresponde a um bem viver de verdade. Se ludibriar com falsas idéias de satisfação, não corresponde exatamente com uma satisfação real. Interpretar um papel de constante alegria, tranqüilidade, serenidade, não é exatamente se sentir feliz, tranqüilo e sereno. Ficar alerta, com os olhos bem abertos, os ouvidos atentos. Sempre de prontidão! Para se defender, atacar, aproveitar bem as oportunidades que aparecem. Não abrir mão, nem perder de vista, a necessidade enlouquecida de se dar bem, de se defender a própria sobrevivência. Não importa se nesta luta, o ataque maior seja direcionado a nossa possibilidade de viver. Afinal, para se sobreviver, vale tudo. Tudo mesmo! Até matar a oportunidade de se viver plenamente! De verdade!