-Alô!-Boa tarde! Com quem falo, por favor?
-Aqui é a Maria Inácia...
-Dona Maria Inácia, tudo bem?
-Sim...
-Ah! Que bom, não é mesmo? Fico felicíssima com isso. É tão bom a pessoa se sentir bem, né? Estou falando da operadora de cartões de crédito Viva Feliz. Meu nome é Etelvina Freitas.
-Pois não...
-A senhora é casada, dona Maria Inácia?
-Não. Sou divorciada...
-Ah sei...Tem filhos?
-Sim, tenho dois.
-Que ótimo, não? Filho é tão bom! Ainda não tive a satisfação de ser mãe, mas minhas amigas que são, dizem sempre que filho é muita alegria. Qual a idade deles, dona Maria Inácia?
-O mais velho tem vinte e cinco, e o mais novo vinte...
-Ah que bom! Já estão bem crescidos, né dona Maria Inácia? Eles estudam?
-Sim.
-Moram com a senhora, dona Maria Inácia?
-Não. Estudam e moram em outra cidade...
-A senhora fica aí sozinha?
-Eles sempre me visitam...
-A senhora mora em casa ou apartamento?
-Casa...
-Ah, morar em casa, apesar dos riscos de hoje em dia, é muito melhor, não é mesmo, dona Maria Inácia?
-Aqui é uma cidade de interior, ainda não tem tanta violência, como nas cidades grandes. É um lugar bem tranqüilo!
-Que ótimo, não é mesmo, dona Maria Inácia! Morar em uma cidade onde a violência ainda é pequena. Mas o mundo está ficando tão perigoso, não é mesmo, dona Maria Inácia? Não sei se a senhora tem visto nos noticiários, mas a sensação que temos, é que em nenhum lugar estamos totalmente protegidos. Infelizmente, não é mesmo, dona Maria Inácia?
-...
-A senhora segue alguma religião, dona Maria Inácia?
-Eu acredito em Deus...
-Ah, isso é importante, não é mesmo, dona Maria Inácia? Ter fé é muito importante nos dias de hoje. Só tendo muita fé para não entrar em desespero com toda esta violência do mundo. Não é mesmo, dona Maria Inácia?
-...
-A senhora me disse, que a senhora mora sozinha, que os seus filhos moram em outra cidade...Eles já dirigem, dona Maria Inácia? Quando viajam para visitar a senhora, vão de carro próprio?
-Sim.
-Que bom eles terem o próprio carro, assim não ficam dependendo de ônibus! Eles costumam viajar muito, dona Maria Inácia?
-Mais ou menos...
-A senhora deve ficar preocupada. As estradas estão cada vez mais perigosas. E filhos são pessoas tão importantes para uma mãe... Acontecem tantos acidentes, não é mesmo, dona Maria Inácia?
-......
-Dona Maria Inácia, a senhora também dirige?
-Sim...
-Tem carro próprio?
-Sim...
-Que bom, não é mesmo? Carro, apesar de apresentar muitos riscos, é muito importante nos dias de hoje.-A senhora está bem de saúde,dona Maria Inácia?
-Estou!
-Que ótimo! Saúde é um bem tão importante! Não é mesmo, dona Maria Inácia?
-....
-A senhora já perdeu alguém recentemente por falecimento? Alguém que a senhora amava muito, dona Maria Inácia?
-Não...
-Ah que ótimo, não é mesmo, dona Maria Inácia? Estes momentos de morte de pessoas que amamos, causam tanto sofrimento para quem fica. Não é mesmo, dona Maria Inácia?
...
-Além do sofrimento, quem fica ainda tem que se preocupar com tantas questões práticas, como por exemplo, as despesas com o funeral, e quando a pessoa que falece é a responsável pelas despesas, o transtorno é ainda maior. Não é mesmo, dona Maria Inácia?
-...-São tantas providências que precisam ser tomadas, e no momento de dor, é tão difícil. Concorda comigo, dona Maria Inácia?
-...
-Pois é. O motivo da minha ligação, dona Maria Inácia, é justamente para estar lhe informando a respeito de um serviço que está sendo oferecido pela operadora de cartões Viva Feliz. O objetivo deste serviço, é justamente estar arcando com todas as despesas nos momentos de óbito do segurado, e dar tranqüilidade aos seus dependentes, com um seguro de vida, que, com toda certeza, será importante, em caso da falta da senhora. Graças a Deus, como a senhora mesmo disse, a saúde da senhora é muito boa, mas nenhum de nós sabe o dia de amanhã. Como a senhora me disse que acredita em Deus, então concorda comigo, que o futuro a Deus pertence, não é mesmo, dona Maria Inácia?
quarta-feira, 28 de maio de 2008
domingo, 18 de maio de 2008
SOLUÇÃO EXISTE!
Eu não quero de maneira alguma, deixar de acreditar que, por menor que seja o que eu possa fazer, sempre fará diferença, e será útil para ajudar de maneira positiva no resultado final. Eu não quero nunca, mas nunca mesmo, deixar de acreditar que é possível se construir um mundo realmente mais justo e humano, onde as pessoas cultivem a autêntica sensibilidade de se comover e de se mobilizar para ajudar alguém que necessite(melhor seria se não houvessem necessitados). Eu só não quero como também não posso, pois se isso acontecesse, se eu perdesse a esperança, eu cairia na mais profunda depressão que se possa imaginar, e com grande possibilidade de nunca mais conseguir( ou querer conseguir) ter forças para sair dela.
Me recuso a acreditar que a miséria em que vivem milhões de seres humanos é uma situação irreversível, que nunca haverá, do outro lado, número suficiente de pessoas para se mobilizarem e cada um fazer a sua parte para reverter esta situação, ou pelo menos amenizá-la um pouco.
Eu me recuso terminantemente a reprimir a vontade de chorar que eu sinto, ao saber que neste momento, e em todos os outros, existem milhares de pessoas que são seres humanos como eu, como você, e que, apesar de todo frio que está fazendo, estão sem teto e sem ao menos um agasalho para se aquecerem. Me dói profundamente saber que existem pessoas, seres humanos, que morrem de fome. Me angustia pensar na imensa dor que sente alguém, até chegar ao ponto de morrer por falta de alimento.
Eu não consigo ficar indiferente diante das cenas de violência produzidas pelas guerras estúpidas que homens mais estúpidos ainda, de dentro de seus confortáveis gabinetes, insistem em declarar, mas nunca vão até lá, no campo de batalha, para participarem pessoalmente. Eu tenho um amor grande demais por gente!
Eu não aceito conviver naturalmente com injustiças, sem me indignar, sem me posicionar, sem pelo menos tentar fazer alguma coisa para impedi-las, ou se de tudo não for possível, pelo menos diminuir o mal provocado por elas. Em situações que aviltam a minha consciência e ferem a minha sensibilidade, eu não consigo permanecer neutra e devido a isso, para mim, é impossível manter os braços cruzados e a boca fechada, mesmo após várias experiências ao longo da vida em que me senti prejudicada por não ter aceitado tampar os olhos, fechar a boca e desligar os ouvidos.
Eu me recuso definitivamente em usar uma armadura e uma máscara de indiferença diante de situações em que seres humanos sofrem.
Eu já deleguei poder absoluto à minha consciência, e já dei força suficiente à minha sensibilidade, para conseguir permanecer calada e submissa diante de fatos que claramente percebo serem injustos e desprovidos de ética. Me nego a simplesmente balançar a cabeça, concordando com o que eu discordo.
Sempre acredito que algum jeito tem. Alguma solução existe, mas nós só vamos encontrá-la se a procurarmos, se verdadeiramente quisermos e se cada um se empenhar em fazer a sua parte!
Me recuso a acreditar que a miséria em que vivem milhões de seres humanos é uma situação irreversível, que nunca haverá, do outro lado, número suficiente de pessoas para se mobilizarem e cada um fazer a sua parte para reverter esta situação, ou pelo menos amenizá-la um pouco.
Eu me recuso terminantemente a reprimir a vontade de chorar que eu sinto, ao saber que neste momento, e em todos os outros, existem milhares de pessoas que são seres humanos como eu, como você, e que, apesar de todo frio que está fazendo, estão sem teto e sem ao menos um agasalho para se aquecerem. Me dói profundamente saber que existem pessoas, seres humanos, que morrem de fome. Me angustia pensar na imensa dor que sente alguém, até chegar ao ponto de morrer por falta de alimento.
Eu não consigo ficar indiferente diante das cenas de violência produzidas pelas guerras estúpidas que homens mais estúpidos ainda, de dentro de seus confortáveis gabinetes, insistem em declarar, mas nunca vão até lá, no campo de batalha, para participarem pessoalmente. Eu tenho um amor grande demais por gente!
Eu não aceito conviver naturalmente com injustiças, sem me indignar, sem me posicionar, sem pelo menos tentar fazer alguma coisa para impedi-las, ou se de tudo não for possível, pelo menos diminuir o mal provocado por elas. Em situações que aviltam a minha consciência e ferem a minha sensibilidade, eu não consigo permanecer neutra e devido a isso, para mim, é impossível manter os braços cruzados e a boca fechada, mesmo após várias experiências ao longo da vida em que me senti prejudicada por não ter aceitado tampar os olhos, fechar a boca e desligar os ouvidos.
Eu me recuso definitivamente em usar uma armadura e uma máscara de indiferença diante de situações em que seres humanos sofrem.
Eu já deleguei poder absoluto à minha consciência, e já dei força suficiente à minha sensibilidade, para conseguir permanecer calada e submissa diante de fatos que claramente percebo serem injustos e desprovidos de ética. Me nego a simplesmente balançar a cabeça, concordando com o que eu discordo.
Sempre acredito que algum jeito tem. Alguma solução existe, mas nós só vamos encontrá-la se a procurarmos, se verdadeiramente quisermos e se cada um se empenhar em fazer a sua parte!
sexta-feira, 9 de maio de 2008
HOJE É A ESTRÉIA!
Muitas pessoas passam a vida inteira não vivendo, mas apenas planejando. Estão sempre e tão somente sempre cheias de sonhos, mas nunca os transformam em projetos!
Constantemente sentem profunda insatisfação com a própria vida, mas ocupam tempo demais apenas imaginando como seria se mudassem, como poderiam ser felizes se vivessem de maneira diferente.
Sabem, através de pensamentos e de sonhos, ou das experiências de vida de outras pessoas, que o mundo é imenso, que existem muitas possibilidades, inúmeros caminhos e várias formas de se viver feliz.
Mas muitas, ao que parece, consideram mais fácil permanecerem de olhos fechados, ilusionando uma vida feliz, mas vivendo incomodamente acomodadas. Apenas sonhando! Se satisfazem com os sonhos, se apegam nas fantasias imaginárias!
Sonhar é ótimo e saudável. Mas só sonhar é péssimo e nocivo a nossa saúde!
Não podemos nos esquecer que a vida de todos nós acontece a todo o momento, em todas as horas de todos os dias da nossa existência. O mundo não pára para esperar ninguém.
Não adianta você ficar parado, torcendo para que a terra pare de girar, para que todos os relógios do mundo deixem de funcionar. Nada disso vai acontecer!
Não adianta sempre esperar amanhã chegar, para começar a fazer aquilo que você tanto deseja e precisa! Não adianta pensar que aquele problema que surgiu vai ser resolvido por si só, num passe de mágica, sem nenhum movimento seu. Não adianta insistir em passar a vida simplesmente pensando a respeito dela e das modificações que você quer fazer.
Ou você toma a decisão de caminhar em frente, com determinação e firmeza em direção dos seus objetivos, ou você se conforma em ficar parado, pensando neles, simplesmente observando um distanciamento cada vez maior das suas metas e se contentando com o pensamento de que talvez, quem sabe um dia, através de uma coincidência, um acaso do destino, ou até mesmo um milagre, eles lhe sejam dados de presente!
Ou você abre a porta da sua casa, e vai em busca do que deseja, ou se contenta em apenas imaginar o que está acontecendo lá fora. Ou você abre a janela para o sol entrar, ou se consola com a escuridão!
Ou você faz, ou se conforma em sentir uma imensa frustração, e uma eterna ansiedade por ficar apenas querendo, sonhando e esperando! Imaginando e sonhando!
Muitas pessoas passam a vida inteira como se estivessem sempre ensaiando para um grande espetáculo, mas nesta nossa passagem por este planeta, não existe tempo para ensaio.
A vida de todos nós já acontece na estréia
Constantemente sentem profunda insatisfação com a própria vida, mas ocupam tempo demais apenas imaginando como seria se mudassem, como poderiam ser felizes se vivessem de maneira diferente.
Sabem, através de pensamentos e de sonhos, ou das experiências de vida de outras pessoas, que o mundo é imenso, que existem muitas possibilidades, inúmeros caminhos e várias formas de se viver feliz.
Mas muitas, ao que parece, consideram mais fácil permanecerem de olhos fechados, ilusionando uma vida feliz, mas vivendo incomodamente acomodadas. Apenas sonhando! Se satisfazem com os sonhos, se apegam nas fantasias imaginárias!
Sonhar é ótimo e saudável. Mas só sonhar é péssimo e nocivo a nossa saúde!
Não podemos nos esquecer que a vida de todos nós acontece a todo o momento, em todas as horas de todos os dias da nossa existência. O mundo não pára para esperar ninguém.
Não adianta você ficar parado, torcendo para que a terra pare de girar, para que todos os relógios do mundo deixem de funcionar. Nada disso vai acontecer!
Não adianta sempre esperar amanhã chegar, para começar a fazer aquilo que você tanto deseja e precisa! Não adianta pensar que aquele problema que surgiu vai ser resolvido por si só, num passe de mágica, sem nenhum movimento seu. Não adianta insistir em passar a vida simplesmente pensando a respeito dela e das modificações que você quer fazer.
Ou você toma a decisão de caminhar em frente, com determinação e firmeza em direção dos seus objetivos, ou você se conforma em ficar parado, pensando neles, simplesmente observando um distanciamento cada vez maior das suas metas e se contentando com o pensamento de que talvez, quem sabe um dia, através de uma coincidência, um acaso do destino, ou até mesmo um milagre, eles lhe sejam dados de presente!
Ou você abre a porta da sua casa, e vai em busca do que deseja, ou se contenta em apenas imaginar o que está acontecendo lá fora. Ou você abre a janela para o sol entrar, ou se consola com a escuridão!
Ou você faz, ou se conforma em sentir uma imensa frustração, e uma eterna ansiedade por ficar apenas querendo, sonhando e esperando! Imaginando e sonhando!
Muitas pessoas passam a vida inteira como se estivessem sempre ensaiando para um grande espetáculo, mas nesta nossa passagem por este planeta, não existe tempo para ensaio.
A vida de todos nós já acontece na estréia
segunda-feira, 5 de maio de 2008
SE...
Se de repente, as pessoas acordassem pela manhã, sentindo imensa insatisfação, um grande incômodo, um terrível desconforto! Se após alguns minutos, naqueles primeiros momentos, ainda na cama, pensassem em como estão se sentindo intranqüilas, estressadas!
E resolvessem de verdade que viver assim não dá mais! Que a situação está totalmente insuportável! Que alguma providência tem que ser tomada urgentemente! Afinal de contas, este mundo é o local que temos para viver. Se continuar prevalecendo a indiferença em relação aos rumos que estão sendo tomados, aonde chegaremos? Se continuarmos a agir, levados pela corrente, seguindo o ¨bateu levou¨, acreditando que não tem jeito, que ¨o mundo é assim mesmo¨, que ¨não adianta eu mudar, pois minha mudança é insignificante e não vai dar em nada¨, realmente vai ser cada vez mais difícil e complicado vivermos em uma sociedade mais harmoniosa e tranqüila.
E ali na cama, antes de se levantarem, pensando em tantos acontecimentos assustadores, em tantos comportamentos nocivos, mas que de tão repetidos já se tornaram habituais, estas pessoas decidissem com firmeza que a partir daquele momento vão assumir que podem colaborar com a mudança! Que o papel que exercem é fundamental e importante!
E levantassem da cama completamente firmes com esta decisão. As pessoas pessimistas, negativistas, deixariam de sempre só reclamar, e começariam a pensar em soluções, e passariam a agir!
Se os individualistas parassem de insistir nos comportamentos egoístas, se recusassem a sempre só se preocuparem com a resolução dos seus problemas, mesmo sabendo que com isso desencadeavam problemas para muitos outros, e começassem a se comportar de maneira mais educada, mais solidária, empenhados em colaborar na busca de uma sociedade realmente mais tranqüila! E nunca mais parassem em fila dupla, estacionassem em porta de garagem de outra pessoa, em locais de estacionamento proibido, em ponto de ônibus.
Nem por um segundinho só!
Se os mentirosos entendessem o mal que causam com suas mentiras (tanto para eles, quanto para o outro) decidissem não mais mentir! E começassem a ser mais autênticos em todas as situações da sua vida. E mais econômicos nas explicações que tentam dar, quando suas mentiras são descobertas!
Se aqueles que se julgam espertos (espertinhos) quando enganam e trapaceiam, tomassem consciência que, trapaça ou enganação não é de maneira alguma sinônimo de esperteza, e sim de problema grave de caráter, e após tomarem consciência disso, nunca mais articulassem planos ardilosos para passarem alguém para trás.
Se o ¨se dar bem¨ deixasse de ser sempre relacionado a fazer o outro se dar mal, e fosse sempre resultado de uma vitória conseguida através do mérito e do esforço pessoal proveniente de comportamentos sensatos, serenos, e atitudes éticas e honestas. E respeitassem as filas, os caixas preferenciais para idosos, gestantes e deficientes físicos.
E não passassem um cheque sem fundos (intencionalmente), nem contratassem os serviços de alguém, já com a intenção de não pagar.
Se todas as pessoas que habitualmente gritam em qualquer lugar e diante de qualquer pessoa, entendessem que gritos são tão incômodos e tão desagradáveis de serem ouvidos, e após este entendimento, parassem de levantar a voz por qualquer motivo! Passassem a se expressar com mais serenidade.
E os chefes tratariam os funcionários com o respeito que todos merecem ter, não os humilhando e os desvalorizando em hipótese alguma.
E os casais se respeitariam, respeitariam seus filhos e ainda ensinariam uma excelente lição de respeito pelo outro.
Se os que se julgam poderosos entendessem que não existe ninguém onipotente, invulnerável e insubstituível. Que a sua situação momentânea de ter o poder pode ser vista como privilégio, quando usada pelo bem da maioria. Sabemos que na lei do universo existe sempre uma grande possibilidade de retorno em todas as nossas atitudes. Sementes ruins, dificilmente resultam em bons frutos!
E se tudo isso não fosse apenas de repente, e sim constantemente?
E resolvessem de verdade que viver assim não dá mais! Que a situação está totalmente insuportável! Que alguma providência tem que ser tomada urgentemente! Afinal de contas, este mundo é o local que temos para viver. Se continuar prevalecendo a indiferença em relação aos rumos que estão sendo tomados, aonde chegaremos? Se continuarmos a agir, levados pela corrente, seguindo o ¨bateu levou¨, acreditando que não tem jeito, que ¨o mundo é assim mesmo¨, que ¨não adianta eu mudar, pois minha mudança é insignificante e não vai dar em nada¨, realmente vai ser cada vez mais difícil e complicado vivermos em uma sociedade mais harmoniosa e tranqüila.
E ali na cama, antes de se levantarem, pensando em tantos acontecimentos assustadores, em tantos comportamentos nocivos, mas que de tão repetidos já se tornaram habituais, estas pessoas decidissem com firmeza que a partir daquele momento vão assumir que podem colaborar com a mudança! Que o papel que exercem é fundamental e importante!
E levantassem da cama completamente firmes com esta decisão. As pessoas pessimistas, negativistas, deixariam de sempre só reclamar, e começariam a pensar em soluções, e passariam a agir!
Se os individualistas parassem de insistir nos comportamentos egoístas, se recusassem a sempre só se preocuparem com a resolução dos seus problemas, mesmo sabendo que com isso desencadeavam problemas para muitos outros, e começassem a se comportar de maneira mais educada, mais solidária, empenhados em colaborar na busca de uma sociedade realmente mais tranqüila! E nunca mais parassem em fila dupla, estacionassem em porta de garagem de outra pessoa, em locais de estacionamento proibido, em ponto de ônibus.
Nem por um segundinho só!
Se os mentirosos entendessem o mal que causam com suas mentiras (tanto para eles, quanto para o outro) decidissem não mais mentir! E começassem a ser mais autênticos em todas as situações da sua vida. E mais econômicos nas explicações que tentam dar, quando suas mentiras são descobertas!
Se aqueles que se julgam espertos (espertinhos) quando enganam e trapaceiam, tomassem consciência que, trapaça ou enganação não é de maneira alguma sinônimo de esperteza, e sim de problema grave de caráter, e após tomarem consciência disso, nunca mais articulassem planos ardilosos para passarem alguém para trás.
Se o ¨se dar bem¨ deixasse de ser sempre relacionado a fazer o outro se dar mal, e fosse sempre resultado de uma vitória conseguida através do mérito e do esforço pessoal proveniente de comportamentos sensatos, serenos, e atitudes éticas e honestas. E respeitassem as filas, os caixas preferenciais para idosos, gestantes e deficientes físicos.
E não passassem um cheque sem fundos (intencionalmente), nem contratassem os serviços de alguém, já com a intenção de não pagar.
Se todas as pessoas que habitualmente gritam em qualquer lugar e diante de qualquer pessoa, entendessem que gritos são tão incômodos e tão desagradáveis de serem ouvidos, e após este entendimento, parassem de levantar a voz por qualquer motivo! Passassem a se expressar com mais serenidade.
E os chefes tratariam os funcionários com o respeito que todos merecem ter, não os humilhando e os desvalorizando em hipótese alguma.
E os casais se respeitariam, respeitariam seus filhos e ainda ensinariam uma excelente lição de respeito pelo outro.
Se os que se julgam poderosos entendessem que não existe ninguém onipotente, invulnerável e insubstituível. Que a sua situação momentânea de ter o poder pode ser vista como privilégio, quando usada pelo bem da maioria. Sabemos que na lei do universo existe sempre uma grande possibilidade de retorno em todas as nossas atitudes. Sementes ruins, dificilmente resultam em bons frutos!
E se tudo isso não fosse apenas de repente, e sim constantemente?
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